O campus da Uerj-ZO, em Campo Grande, viveu um dia especial, em 9 de outubro, com a realização da 1ª Festa Literária da Uerj (Fluerj). O evento transformou a biblioteca da unidade em um vibrante espaço de encontro entre a Universidade e a sociedade.

Criada pelo projeto de extensão universitária “Ações transversais da Biblioteca CZO”, a 1ª Fluerj teve como objetivo criar um espaço de formação e valorização da produção artística local, afirmando o papel da Uerj como agente de transformação e difusão de saberes na região de Campo Grande.

Integração com a Rede Sirius

A Fluerj contou com o apoio institucional da Rede Sirius, que reúne as bibliotecas da Uerj. O diretor da Rede, Rinaldo Magallon, ressaltou a importância de iniciativas como esta para a renovação do papel das bibliotecas universitárias.

“No ano em que a Unesco elegeu o Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro, incentivar a leitura e valorizar o livro impresso é algo que precisamos estimular diariamente. A Rede Sirius busca maior integração com as políticas institucionais, assumindo um papel que ultrapassa o apoio tradicional ao ensino, à pesquisa e à extensão, com forte ênfase nas áreas cultural e de extensão universitária”, comentou Magallon.

Equipe da Biblioteca CZO

Apresentando diversidade, qualidade de convidados e programação múltipla, o evento se destacou como uma iniciativa cultural descentralizada, segundo Aline Soares, vice-diretora da Faculdade de Ciências Biológicas e Saúde (FCBS), na Uerj-ZO.

“Campo Grande lê, escreve, cria, resiste e transforma, com a Uerj-ZO fazendo parte essencial desse movimento. A realização da Fluerj reafirmou o papel da universidade pública como espaço de produção e difusão cultural, criando um ambiente plural de trocas e fortalecendo os vínculos com a comunidade. A energia da festa, intensa e participativa, marcou esta como a primeira de muitas edições”, celebrou ela.

Visibilidade para a produção local

Para Silvia Fernandes, mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA) e uma das idealizadoras do evento, a festa buscou dar visibilidade à produção cultural da Zona Oeste. “A ideia foi mostrar o potencial cultural da região, que muitas vezes carece de equipamentos culturais, mas tem uma produção intensa e pulsante”, afirmou.

Segundo a coordenadora do projeto e bibliotecária Joice Soltosky Cunha, a festa é fruto da necessidade de trazer atividades culturais para um campus que não possui cursos das áreas de humanas ou artes. “Esse evento refletiu a nossa busca por desenvolver ações que ampliem o papel da biblioteca, mostrando que ela pode ser também um espaço de acolhimento, criação e cultura”, destacou.