Instituído em fevereiro de 2022 e implementado em novembro do mesmo ano, o Programa de Incentivo às Atividades Técnico-Administrativas (Protec) contempla com bolsas os servidores técnico-administrativos, estimulando-os a colocarem em prática suas ideias, contribuírem para o desenvolvimento de novas soluções e o aperfeiçoamento de rotinas que dão suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Entre os cerca de 300 projetos aprovados no primeiro edital do Protec está “Biossegurança e Gerenciamento de Resíduos nos Laboratórios do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag)”. Coordenado por Silvia Loiola, do Laboratório de Diagnósticos por DNA (LDD), que pertence ao Departamento de Ecologia (Decol), o projeto conta ainda com Laís Oliveira Leal e Patrícia Domingues, também do LDD/Decol, além de Jussara Santos, do Serviço de Genética Humana (Servgen), do Departamento de Genética (DGEN). As servidoras se reuniram em torno de um objetivo em comum: promover a conscientização de técnicos, professores e alunos dos 80 laboratórios do Ibrag sobre o descarte correto de resíduos biológicos.

“A ideia surgiu a partir da nossa experiência profissional. Os laboratórios em que trabalhamos lidam com sangue, saliva, carcaça de animais, e percebemos que não tínhamos uma instrução normativa de como lidar com esses resíduos biológicos após as análises”, conta Silvia.

A coordenadora explica que é preciso acondicionar o material em um saco branco específico e em seguida entregá-lo ao Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) ou à Policlínica Universitária Piquet Carneiro (PPC) para que seja feita a coleta. No entanto, há uma forma adequada para esse procedimento, e é justamente esse conhecimento que o projeto almeja difundir, por meio do Curso Básico de Biossegurança em Laboratórios de Pesquisa do Ibrag, que será disponibilizado de forma online aos laboratórios do Instituto.

De acordo com Silvia, o trabalho está na fase de levantamento de informações dos laboratórios, com um formulário sobre os resíduos biológicos produzidos. “A partir desse mapeamento, estamos elaborando o curso, que vai ter aulas assíncronas, englobando questões tanto da parte de biossegurança quanto de gestão de resíduos”, antecipa.

A equipe está otimista quanto aos resultados do projeto e já pensa nos desdobramentos das aulas. “Esperamos alcançar uma sensibilização geral após o curso, com o engajamento dos participantes na formação de parcerias com as empresas que fazem a coleta dos resíduos”, acredita Jussara.